Motor de colidências Argos
95,5%
das colidências apontadas pelo INPI viram alerta
21.989 de 23.027 citações nas 8 revistas mais recentes
2 em 3
estão entre os três primeiros alertas da marca
67,9% até o terceiro; 85,6% entre os dez primeiros
87,4%
já aparecem na tela inicial
score 50 ou mais: 9 alertas por marca por revista
84 mil
decisões do INPI para calibrar e testar
40 revistas, de 2016 a 2026
Fundamentado no art. 124, XIX da Lei da Propriedade Industrial: marca anterior, de outro titular, em classe vigiada, com o pedido publicado a tempo da oposição (art. 158).
O Argos é o motor que gera os alertas do monitoramento de marcas. A cada edição da Revista da Propriedade Industrial (RPI), ele compara cada marca que você monitora com todos os pedidos publicados e avisa quando encontra um que pode causar confusão, com um score de 0 a 100 e os motivos por escrito.
Para saber se ele acerta, fizemos a pergunta que importa para o escritório: quando o INPI indefere um pedido por colidir com uma marca anterior, o dono dessa marca teria sido avisado a tempo?
Os números vêm do conjunto de teste descrito abaixo.1 2
Testado contra decisões reais do INPI
Seção intitulada “Testado contra decisões reais do INPI”Pegamos os indeferimentos publicados pelo INPI com base no art. 124, XIX da Lei da Propriedade Industrial, em que o examinador cita a marca anterior que colide com o pedido. Para cada citação, voltamos à revista em que o pedido foi publicado e rodamos o Argos como se o escritório monitorasse a marca citada. Se o alerta sai, é um acerto.
O resultado se repete revista a revista:
Essas oito revistas ficaram guardadas: o motor foi desenvolvido e calibrado com outras revistas, e nelas só é medido quando está pronto. Nenhum ajuste é feito a partir delas.3
Em todos os setores
Seção intitulada “Em todos os setores”O acerto se mantém nas classes em que os escritórios mais atuam:
Onde as colidências aparecem
Seção intitulada “Onde as colidências aparecem”O score coloca cada alerta numa faixa. As colidências que o INPI apontou se concentram nas faixas mais altas:
E aparecem no começo da lista de alertas da marca:
O que o Argos reconhece
Seção intitulada “O que o Argos reconhece”O examinador não procura só nomes iguais. Ele considera a pronúncia, radicais, grafias parecidas, partes trocadas de lugar e os elementos figurativos. O Argos também. Todos os pares abaixo são casos reais. Em cada linha, à esquerda está a marca anterior e, à direita, o pedido publicado que o INPI indeferiu por colidir com ela. O score é o que o Argos deu ao alerta.4
Nome idêntico
A mesma pronúncia
Uma palavra em comum, mesmo com outra grafia
Grafia próxima
Uma marca dentro da outra
As mesmas partes em outra ordem
O mesmo começo
O mesmo final
Sigla ou marca curta no início de uma palavra
Sigla ou marca curta no fim de uma palavra
Números escritos de outro jeito
O mesmo elemento figurativo
Mais de uma em cada cinco colidências entregues (22,5%) não tem nome idêntico, pronúncia igual nem palavra em comum. Elas só chegam ao escritório porque o Argos reconhece as outras formas de semelhança acima.
Um alerta, do jeito que o advogado recebe
Seção intitulada “Um alerta, do jeito que o advogado recebe”Cada alerta traz o score, a faixa, os motivos por escrito e os trechos dos dois nomes destacados. Este é um dos casos acima, um pedido publicado na RPI 2827, na mesma classe da marca monitorada:
Marca monitorada
SONHO DOCE
Pedido publicado na RPI 2827
Doce Sonho
Motivos
- Mesmas partes em outra ordem: “SONHO DOCE” e “DOCE SONHO”, a parte distintiva inteira das duas marcas
- Termo em comum: “DOCE”
- Termo em comum: “SONHO”
- Mesma classe Nice: 43
- Mais de um termo distintivo em comum
O INPI indeferiu esse pedido citando a marca SONHO DOCE. Com o Argos, o titular teria sido avisado quando o pedido foi publicado, dentro do prazo de oposição.
Como ele decide
Seção intitulada “Como ele decide”-
Aplica as regras da sua marca. Uma configuração padrão é o ponto de partida, e as configurações do escritório e da marca ajustam o que for preciso: termos incluídos ou excluídos, palavras de uso comum e classes vigiadas.
-
Lê o nome como o examinador lê. Ignora acentos e maiúsculas e lê símbolos como letras (“C@SA” é “CASA”), números por extenso (“Lave7” é “LAVE SETE”) e abreviaturas (“DR.” é “DOUTOR”). Separa a parte distintiva das palavras de uso comum na classe e compara pela pronúncia: KINTO e QUINTO soam igual.
-
Compara com todos os pedidos da revista. Sem amostragem e sem limite: cada marca é comparada com cada pedido publicado, pelo nome e pela figura, em todas as formas de semelhança acima.
-
Aplica as regras jurídicas. Só alerta pedidos em classe vigiada, com um despacho que o escritório acompanha, de outro titular e posteriores à marca monitorada, pela data de depósito ou pela prioridade.
-
Dá um score e explica. O score de 0 a 100 foi calibrado com mais de 51 mil colidências apontadas pelo INPI: quanto mais alto, mais o caso se parece com os que o INPI indefere. Pesam mais o nome inteiro igual ou com a mesma pronúncia, a parte distintiva inteira em comum, mais de um termo em comum e termos raros. Abaixo de 30, o alerta não é enviado.
O score mede só a semelhança entre os nomes e as figuras. A classe decide se o pedido é comparado (a mesma classe, as afins e as que você configurou), mas não muda o score: avaliar a afinidade entre os produtos e serviços fica com o advogado.
Por que você pode confiar
Seção intitulada “Por que você pode confiar”- A régua é o INPI. O acerto é medido com decisões reais de examinadores, não com exemplos escolhidos por nós.
- Prova em dados que o motor nunca viu. As oito revistas do teste ficaram de fora de todo o desenvolvimento. Elas só são medidas com o motor pronto, e nenhum ajuste é feito a partir delas.
- Milhares de casos, não dezenas. Só o teste tem 23.027 colidências apontadas pelo INPI, em 14.452 pedidos indeferidos.
- Resultado reproduzível. Os dados do teste ficam congelados, e rodar de novo dá exatamente o mesmo resultado.
- Cada alerta se explica. Os motivos ficam registrados junto com a identificação das regras que geraram o alerta, para qualquer conferência posterior.
Footnotes
Seção intitulada “Footnotes”-
Indeferimentos com base no art. 124, XIX publicados nas RPIs 2900 a 2907 (4 de agosto a 22 de setembro de 2026). Intervalo de confiança de 95%: 94,9% a 96,1%. Considerando só as citações em que as duas marcas têm nome, são 95,7%. Posições e faixas: mesmo conjunto. Medição de 1º de outubro de 2026. ↩
-
Alertas por marca: média na RPI 2907, com as 27.722 marcas monitoradas da base do Onooma e a configuração padrão. Faixa inicial: 47,3% das citações em ALTA e 40,1% em MÉDIA. ↩
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O motor foi desenvolvido e calibrado com indeferimentos de 32 outras revistas, sorteadas entre a RPI 2400 (2016) e a 2899 (2026). Nenhum pedido indeferido aparece em mais de um conjunto. Cada citação entra com a configuração padrão: todos os tipos de despacho, as classes afins padrão e nenhum ajuste de escritório. Ficam de fora os indeferimentos por outros motivos e as citações em que a marca citada e o pedido têm hoje o mesmo titular, porque a marca mudou de mãos depois da decisão. Os intervalos de confiança são calculados por reamostragem dos pedidos indeferidos. ↩
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Todos do conjunto de teste (indeferimentos das RPIs 2900 a 2907). O score é o que o Argos dá na revista em que o pedido foi publicado. ↩